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Servidores debatem as condições de trabalho com representantes do INSS

Na manhã desta sexta-feira (01), André Fidelis, superintendente regional norte-centro-oeste do INSS, Silvio Vizeu, da gerência executiva do INSS e Moacir Lopes, da FENASPS, debateram “As políticas de meta do governo e as reais condições de trabalho”.

André Fidelis ancorou sua intervenção na defesa do atual governo e de suas políticas para o servidor público. Segundo ele, antes do governo Lula, passou-se 10 anos sem concurso público no INSS, e os equipamentos encontravam-se obsoletos, sem políticas de capacitação para os servidores, o que precarizava as condições de trabalho e não garantiam um bom atendimento para a população.

Ainda segundo ele, a partir do governo Lula, ocorreu uma mudança na lógica governamental, que durante o governo FHC se centrava na privatização, e passou para a lógica de fortalecimento do Estado com o objetivo de interferir na economia do país. Fidelis afirmou que o governo federal está buscando alternativas para reverter este estágio de sucateamento do INSS, no entanto, possui limitações no orçamento.

Em seguida, o representante da FENASPS, Moacir Lopes, resgatou as sucessivas greves e manifestações realizadas pelos servidores durante o governo FHC na tentativa de resistir aos ataques ao funcionalismo.
Durante este governo, a categoria foi extremamente prejudicada, através da quebra da paridade entre aposentados e ativos, com a divisão das carreiras do seguro e seguridade social e com a implementação da lógica da produtividade no serviço público.

Mas, embora Lula tenha tentado resgatar o salário do funcionalismo, os ataques aos trabalhadores não diminuíram; o grande exemplo foi a reforma previdência proposta logo no primeiro ano do governo de Lula.

A lógica de sucateamento não mudou. E ainda foi implementada a lógica da robotização do trabalho, onde é mais importante a frequência do que a qualidade do trabalho. No atual governo Dilma, foi realizado um corte de 55 bilhões de reais no orçamento de 2012, o que atingiu principalmente os serviços públicos fundamentais, como saúde, educação e a previdência social. Tudo isso para o pagamento dos juros da dívida pública. O governo brasileiro se porta como porta voz das grandes corporações internacionais.

As condições de trabalho continuam precárias e a falta de pessoal nas APSs de todo o Estado é evidente. Somente 73 técnicos previdenciários e 11 peritos serão convocados do concurso realizado este ano. No oeste do Pará, existem quatro agências com um total de 63 servidores responsável por prestar atendimento a mais de 1 milhão e 300 mil pessoas. E vários servidores em todo o Estado com conhecimento e vivência no trabalho do INSS estão para se aposentar.
Para reverter esta lógica é preciso que se realizem mudanças radicais na lógica do governo, com expressivo aumento de investimento público na previdência social. Mas como temos visto, esta não tem sido a prioridade do governo. Por isso, a categoria precisa estar mobilizada e disposta a lutar para arrancar melhorias para a categoria, caso contrário, a lógica de precarização não se reverterá e as condições de trabalho serão cada dia piores.

Comentários


  • Tudo infelizmente só funciona com pressão!
    São essas exposiçoes que fazem com que o gorveno pense em parar pra fazer alguma coisa.

    Nós Execentes do ultimo concurso esperamos que o governo procure melhorar o INSS contratando o maior numero de aprovados possivel!

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